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"Saúde"

Detecção precoce do câncer de mama tem 99% de cura.

O câncer de mama ainda é uma das doenças e tipos de câncer que mais mata as mulheres em todo o mundo. No Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer, os tumores de mama devem atingir cerca de 49 mil mulheres somente este ano. O risco estimado é de 52 casos para cada 100 mil mulheres. Na região sudeste o risco é ainda maior, com 71 casos por 100 mil. Mas, se a doença for detectada logo no início, a probabilidade de cura é de 99%.

» 8% dos casos de câncer de mama são hereditários
» Câncer de pele é o de maior incidência no Brasil
» Causa de tumores infantis ainda é desconhecida
» Estimativas de incidência de câncer para 2006

Segundo o diretor técnico-científico da Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp), José Antônio Marques, tumores de mama com menos de um centímetro normalmente têm cura. "O câncer de mama não tem prevenção. O que se faz é a detecção precoce através de mamografia seriada. Tumores menores que um centímetro não são possíveis de detecção por meio de exames clínicos e auto-exame", alerta.

De acordo com o especialista, a incidência de câncer de mama está aumentando cada vez mais. Segundo ele, a causa ainda é desconhecida. "Talvez esteja aumentando porque as mulheres estão tendo menos filhos e cada vez mais tarde, e também pelo uso de hormônios. Mas não temos nada comprovado", destaca.

A mamografia deve ser feita principalmente por mulheres acima dos 50 anos num intervalo máximo de dois anos, segundo recomendação do Ministério da Saúde. Antes dos 50 anos, o recomendável para diagnosticar nódulos na mama é o exame clínico e o auto-exame. "A mamografia não é recomendável para mulheres com idade inferior a 50 anos por causa de densidade da mama. Em mulheres entre 50 e 70 anos que é a faixa etária mais atingida pelo câncer de mama- o diagnóstico de tumores é feito com maior facilidade", explica o diretor do Fosp.

Os tumores da mama são raros em mulheres abaixo de 40 anos e muito raros em jovens com menos de 30 anos. Tumores com até dois centímetros, desde que estejam localizados somente na mama, têm 95% de chance de cura.

O câncer de mama permanece como o segundo tipo de câncer mais freqüente no mundo e o primeiro entre as mulheres.

Causas

De acordo com informações do Ministério da Saúde, que os fatores hormonais podem estar relacionados ao aumento do risco de câncer de mama. Por isso, a prescrição de anticoncepcionais orais e reposição hormonal deve ter o risco x benefícios bem avaliados.

O câncer de mama também pode estar associado a obesidade pós-menopausa e exposição à radiação ionizante. Fatores de risco ligados á vida reprodutiva da mulher e características genéticas também podem ser responsáveis pelo aparecimento de tumores na mama.

Silicone

O uso de próteses mamárias de silicone acabou virando moda, principalmente no Brasil. No entanto, as próteses podem atrapalhar a detecção de tumores ou nódulos, mas não causam câncer, segundo diretor do Fosp, José Antônio Marques. "Como existem muitas mulheres com silicone, na hora de fazer a mamografia, em vez de quatro chapas tradicionais, são feitas oito chapas para detectar tumores", conta.

Precariedade

Segundo o diretor do Fosp, José Antônio Marques, a falta de informação de muitas mulheres aliada a precariedade do sistema de saúde de muitos estados não permite essa chance de cura do câncer, quando o tumor é detectado logo no início da doença. "Existem estados do Brasil que não têm aparelho ou possuem apenas um para atender toda a população", comenta.

O Estado de São Paulo é um dos mais bem servidos no que se refere ao diagnóstico e tratamento do câncer. "Em todo o Estado temos cerca de 800 aparelhos de mamografia, somando os particulares e os que atendem ao Sus (Sistema Único de Saúde). Quando realizamos mutirão, contamos com cerca de 350 aparelhos para a população", relata Marques.

Apesar da quantidade de aparelhos ser bem superior a de muitos Estados, o sistema público de saúde ainda não consegue dar conta de todos os pedidos de exames. Por isso, são realizados mutirões. No ano passado foram realizados dois mutirões onde foram examinadas cerca de 140 mil mulheres. Desse total, quatro mulheres em mil, apresentaram alguma alteração no exame e foram encaminhadas para investigação e tratamento da doença.

Ainda no primeiro semestre de 2006 deve ser realizado novo mutirão para a realização de mamografia no Estado de São Paulo.

Segundo informações do Ministério da Saúde, todas as mulheres que procuram o sistema de saúde, por qualquer razão, são submetidas a exames clínicos da mama, pois a prioridade para a realização de exame de mamografia é para mulheres que apresentaram alterações durante o exame.

Mortalidade

As taxas de mortalidade por câncer de mama no Brasil ainda são elevadas. De acordo com o Ministério da Saúde, isso ocorre porque a doença costuma ser diagnosticada em estágios mais avançados. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, a sobrevida média da população mundial com câncer de mama, após cinco anos, é de 61%.

 

Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI953738-EI1497,00.html