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"Saúde"

Especialistas esclarecem dúvidas mais freqüentes sobre cólicas menstruais

IO - Se todo mês as cólicas menstruais se tornam sua inimiga número um, está na hora de procurar ajuda médica. Sentir dor, dizem os ginecologistas, é coisa do passado. Apesar de atingir 80% das mulheres, nem sempre a cólica é inofensiva. Ela pode sinalizar distúrbios mais graves como a endometriose, que pode levar a infertilidade, e os miomas, nódulos no útero. O GLOBO ONLINE convidou os ginecologistas Carolina Carvalho, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e Marco Aurélio Pinho de Oliveira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), para responder as dúvidas de nossas leitoras. Confira as respostas dos médicos para as perguntas mais freqüentes:

Sentir cólica é normal?

A ginecologista Carolina Carvalho, da Unifesp, lembra que a cólica afeta 80% das mulheres. Mas, como a dor é subjetiva e depende da sensibilidade de cada um, fica difícil determinar o que é normal ou não. De acordo com a especialista, a cólica precisa de tratamento médico quando interfere na rotina da mulher. Deixar de sair com os amigos ou de trabalhar, depender de analgésicos todo mês ou parar no hospital por causa da dor não é normal.

Cólicas intensas podem ser sinal de endometriose ou miomas.

Além da cólica, costumo sentir tonteiras, enjôo e às vezes até desmaio. O que fazer?

Procure seu ginecologista, indica o médico Marco Aurélio Pinho de Oliveira. Ele alerta que cólicas intensas podem ser sinal de outras doenças. A endometriose - quadro em que o endométrio, tecido que reveste a parede uterina, também se encontra fora do útero - tem como principal sintoma a cólica menstrual intensa. Segundo o ginecologista, a doença é a principal causa da infertilidade entre as mulheres porque elas demoram a procurar tratamento, achando que a dor faz parte do ciclo.

Mudar a alimentação ou tomar suplementos alimentares ajuda a aliviar a dor?

Não muito, diz Carolina Carvalho. Segundo a médica, mudanças na alimentação servem para aliviar os sintomas da TPM, mas tem pouco resultado na dor. Complementos como óleo de prímula e ácido linoléico também têm pouca eficácia.

É verdade que depois da gravidez a cólica costuma melhorar?

Não com todas, mas é um fato relativamente comum. "Isto acontece porque há uma distensão das fibras uterinas. A cólica é o resultado do excesso de contração do útero por causa da secreção de uma substância chamada prostaglandina durante o período menstrual. Mesmo se o organismo estiver secretando a substância, as fibras musculares já não vão se contrair mais tanto", explica Carolina Carvalho.

Cólicas intensas podem ser sinal de outra doença?

Sim. É preciso ficar atenta a cólicas que foram ficando mais severas com o passar dos anos ou que de uma hora para outra começaram a incomodar mais do que o normal. Em geral, cólicas intensas podem ser sinal de endometriose ou miomas (nódulos benignos que distendem o útero). Por isso, não hesite em procurar um especialista.

Quais as novidades para mulheres que todo mês têm cólicas de intensidade moderada ou forte?

A solução, para os especialistas, é interromper a menstruação ou adotar métodos contraceptivos à base de hormônios que diminuem bastante o fluxo. Carolina Carvalho indica os novos modelos do dispositivo intra-uterino (DIU): "Eles contêm progesterona, substância que ajuda a atrofiar o endométrio. Além disso, a mulher pára de menstruar ou fica com um sangramento muito leve. Como o DIU é colocado dentro do útero e sua ação é local, ou seja, os hormônios não passam pela corrente sangüínea, o método também é indicado para mulheres que não se adaptaram à pílula".

A pílula anticoncepcional ajuda a diminuir a dor?

Sim. Todo contraceptivo à base de hormônios ajuda a diminuir o fluxo menstrual e regulam os sintomas da tensão pré-menstrual. Se a melhora não acontecer, o ideal é consultar o ginecologista, já que a cólica pode ser sintoma de outro problema.

Minhas cólicas são leves. O que posso fazer para não sentir dor?

A dica de Carolina Carvalho é investir na atividade física, que aumenta a circulação sangüínea de todo o corpo, inclusive do útero. O exercício também ajuda a aliviar as crises. Se durante o período menstrual o desconforto for grande para se exercitar, a médica sugere aulas de alongamento e ioga. Além da atividade física, ela recomenda massagens e acupuntura, que liberam serotonina e aumentam a sensação de bem-estar. Por último, a boa e velha bolsa de água quente continua valendo, já que o calor relaxa a musculatura e melhora a circulação do sangue.

 

Fonte: O Globo [18/06/2008]